17 de dez. de 2015
15 de dez. de 2015
MAR PortugueZ
MAR PORTUGUEz
“ Ali vimos a veemência do visível
O aparecer total exposto inteiro
E aquilo que nem sequer ousáramos sonhar
Era o verdadeiro”
Sophia de Mello em referencia a carta de Pero Vaz de Caminha.
O destino do homem se confunde com o seu país : ambos são simultaneamente realização e frustação encontro e desencontro , ensombramento e descobrimento. Foi justamente o que senti ao cruzar o atlântico em direção ao antigo continente e a patria lusitana que carregamos conosco. O espanto do olhar inicial o maravilhamento perante a diferença a veemência do real mais belo do que o imaginado. Acredito que tenha sido isso que mobilizou Pero Vaz de caminha e Cabral ao chegarem em terras americanas.
Uma capital branca banhada de luz , Lisboa , uma melancolia no ar de quem ja foi uma potência mundial. O dia em que as navegações comandavam o mundo e a cultura marítima do pais ibérico.
Objetivo Algarve local de culturas próprias e do infinito horizonte que o mar nos proporciona. Ao sul, navegar para o desconhecido, uma imaginação do primeiro olhar. Sagres a cidade onde a escola de navegação tinha sua base, o cabo de São Vicente que presenciou caravelas partindo e batalhas entre civilizações.
Dentre andanças para a descoberta de um novo olhar me perco por falésias e campos infinitos rodeados pelo mar e rochas brancas cinzas e listradas. O mar fica a 100 metros abaixo da terra. A altura costeira eleva o nivel da superioridade humana, onde o mar se esconde do sol. A praia é o lugar de chegada junto ao mar, chegamos pelo mar e pelo mar regressamos.
Buscando a expansão marítima desci na praia da Telheira que achei pelo mapa, surfe em aguas geladas, deixando meu sangue frio e calmo assim como o cheiro das algas que pulsavam no meu nariz. O sol das 10 refletiam em um atlântico viscoso e com ondas até cansar. O vento não sopra essa época do ano o mar e o cabo parecem calmos a revolta ultramarinha regional.
Longos dias dentro da agua salobra, banhando-se de mar. Andando por cantos ainda não descobertos alinhando-se a lógica de descobridores alem do atlântico. Acompanhado a bordo de uma single fin um longjohn algumas parafinas e uma bolsa de café. Estradas desertas cidades brancas ao litoral algarve nos surpreende seja na cultura marítima seja em alimentos salgados de diferentes hábitos.
“ Ele porem dobrou o cabo e não achou as índias
e o mar o devorou como instinto de destino que há no mar.’ Sophia de Mello
Demian Jacob
outubro 2015.
Fotografado com leica m6 e negativo HP5 Ilford, revelado manualmente em estúdio no Rio de Janeiro.
Parte da Publicação Mar Portuguez.
15 de dez. de 2013
27 de mai. de 2013
RUIDO NOISE
Significa barulho, som ou poluição sonora, pode ser associado a percepção acústica, "chiado" chuviscos que aparecem na recepção fraca da televisão. Ruído branco.
De forma parecida a granulação de uma foto quando evidente tem sentido de ruído. Na teoria da informação o ruido é considerado como portador de informação.
Ruído Branco- Todas as freqüências
Ruído Rosa- Mantém a freqüência .
Ruido vermelho - Baixa frequncia.
2 de jan. de 2013
"tropical light"
"tropical light"
tropical light, brazilian rainforest textures for infrared film convert the invisible light in white. Summer december 2012 cloud day.
Observation and capture of natural phenomena in the immediate moment they happen. The feeling of the viewer that this phenomenon will denro the opposition to over-reporting of journalistic events.
13 de nov. de 2012
"Mar colado na Tempestade"
O Mar esta colado antes de partir para a Tempestade o prenuncio de um vento sudoeste me refaz pensar em que ponta do globo meus pés estão tocando.
No mar, nos sedimentos dos ríos e montanhas escuras submersas chegam nas cidades pelo simples mover das ondas.
Sedimentos regularmente redondos, areia.
A vontade de ausência é descrita em um momento, a inversão de sentidos aparece justificada no espaço.
Ed. 05 PA+04
Uma tarde antes de pegar um avião.
No mar, nos sedimentos dos ríos e montanhas escuras submersas chegam nas cidades pelo simples mover das ondas.
Sedimentos regularmente redondos, areia.
A vontade de ausência é descrita em um momento, a inversão de sentidos aparece justificada no espaço.
Ed. 05 PA+04
Uma tarde antes de pegar um avião.
12 de out. de 2012
22 de jul. de 2012
Série "Meu Eu Espacial II"
PAISAGEM:
"Conjunto de formas que apresentam lembranças que representam a relação entre Homem e natureza.
Objetos reais e concretos. A natureza e a cultura não se propõe a uma separação é um híbrido na paisagem."
Serie " Meu Eu Espacial I"
ESPAÇO:
"Redes interdependentes, humanas, objetos e ações sobrepostas. Onde mudanças de algumas dessas redes afeta as demais e cada evento se recria. Conjuntos inseparáveis de sistemas de objetos e ações."
Forma - Conteúdo
Processo- Resultado
Função - Forma
Objeto - Sujeito
Natural - Social
A deriva no mar vão se convergir ações objetos e a ausência permanente.







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